RESUMO DA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 26 DE NOVEMBRO DE 2019

por Assessoria CMI publicado 26/11/2019 00h00, última modificação 03/12/2019 15h35

- O vereador Francisco Rosquilde iniciou seu discurso pedindo para as pessoas que estavam acompanhando a sessão pelo Face Book e pela Rádio 104, para votarem em favor de Itacoatiara, que está concorrendo na 4ª Ação de Reconhecimento do Conviva 2019, representado o Amazonas e que a votação estaria encerrando as 23 horas desse dia 26 de novembro.

Depois ele falou sobre as questões envolvendo a transferência de funcionários da Representação de Itacoatiara em Manaus, dizendo para o seu colega Gutemberg Brito, que falou com o prefeito Peixoto, que prometeu que iria se inteirar do assunto e providenciar solução para o problema.
Rosquilde falou também, conforme havia prometido na sessão passada, sobre o atraso no pagamento dos médicos da Cooperativa. Ele disse que conversou com o prefeito Peixoto que admitiu que há atrasos, mas não de 4 meses como estão falando, que na realidade são 2 meses e mais 20% de pendências do mês anterior que ficou faltando pagar. Rosquilde frisou que o prefeito já estaria buscando solucionar o caso.

 

- O vereador Richardson do Mutirão disse que havia feito no dia anterior a denúncia do atraso de 4 meses no pagamento dos médicos da Cooperativa e, baseado naquilo que o Poder Executivo falou para o vereador Francisco Rosquilde, dando conta que são apenas dois meses e também, porque ele não acredita mais naquilo que o prefeito fala, apresentaria requerimento do decorrer da sessão, pedindo a realização de uma audiência pública para o dia 03 de dezembro de 2019, às 10 h da manhã, fazendo uma espécie de acareação entre os representantes e médicos da Cooperativa e a Secretaria Municipal de Saúde, a fim de descobrir quem está falando a verdade.
Richardson disse que não adianta mais fazer reunião de gabinete, por isso tem que ser audiência pública e vai pedir que tragam cópias de notas fiscais, comprovantes de depósitos, pagamentos, notas de empenhos e outros documentos comprobatórios. Ele disse que aquilo que não pode mais é os médicos ficarem com seus salários atrasados.

- Em aparte ao discurso do seu colega Richardson, o vereador Gutemberg Brito ressaltou que não importa se é um mês, se são 2, 3 ou 4 meses, o certo é que está atrasado o pagamento da Cooperativa, isso sem contar que já foi pago com atraso esse mês, o pagamento dos outros profissionais da saúde. Gutemberg disse que o TCE já alertou a administração municipal, pelo fato de já ter ultrapassado 62% de gastos com funcionários, contando apenas 8 meses de 2019.

 

- O vereador Bernardo Santiago concordou com seus colegas de que realmente o serviço de saúde do município não está fácil, pois ninguém gosta de trabalhar sem receber.
Ele fez um pedido ao responsável pelo setor de limpeza pública, para que faça o recolhimento dos entulhos das ruas dos bairros da Paz, Jauary 2, Jardim Lorena e Moysés Israel, pois esteve andando por esses locais e viu que estão sujos e a população também fez cobranças a ele.
Santiago também fez um apelo ao prefeito Peixoto, que encerre o contrato com a empresa responsável pelo transporte escolar do município, pois ela contrata os pequenos transportadores, que são donos de motores rabetas, em condições humilhantes. Bernardo disse que fica revoltado com certas situações que acontecem com a população, principalmente com aquelas que são mais necessitadas.

 

- No decorrer da sessão foi feita uma cessão de tempo para o professor do IFAM, Edmilson Barbosa Lima, se pronunciar, pois o mesmo não chegou a tempo de usar o espaço da tribuna cidadã. Ele disse que estava ali sobretudo para agradecer a todas as entidades e pessoas que têm contribuído para que o IFAM tenha desenvolvido seus trabalhos durante esses anos, inclusive com a instalação de uma unidade no município. Ele agradeceu à Prefeitura, à Câmara de vereadores, à Fundação Anebá, dentre outras. Disse que é muito importante que os vereadores continuem dando apoio as atividades do setor primário, pois o Brasil é o que é, graças ao setor primário, entretanto é necessário que esteja associado a educação.

 

- O vereador A. I. Netto concordou com as palavras do professor Edmilson sobre a educação e o setor primário e reiterou aquilo que já tem falado várias vezes da tribuna, que o progresso de qualquer país passa necessariamente pelo desenvolvimento do setor primário e pela valorização da educação.
Ele lembrou com saudade que estudou na Escola Agrícola Federal do Amazonas, atual IFAM, depois falou dos avanços que a Câmara tem conseguido, como o acordo para que a Hermasa passe a vender os insumos da soja, milho e fertilizantes para os produtores rurais, não apenas de Itacoatiara, mas de todo o estado.
Apenas como exemplo de que o setor primário não é valorizado ou planejado como deveria ser, ele lamentou que tenham anunciado o Plano Safra com a promessa de liberação de milhões de reais, entretanto, aquilo que realmente foi e está sendo executado ficou muito aquém, afinal os produtores estão endividados, o IDAM e a SEPROR não têm funcionários e nem estrutura suficientes para dar assistência aos produtores rurais.

 

- O vereador Joanilson Mendes parabenizou o IFAM Zona Leste e também o IFAM local, pelo trabalho que vêm desenvolvendo em Itacoatiara, ao longo dos últimos 10 anos. Esse diferenciou o trabalho do IFAM de outros órgãos, que geralmente propagam primeiro aquilo que pretendem fazer, sendo que as vezes nem chegam a fazer. Já o IFAM, primeiro age e realiza. Ele destacou o trabalho que tem sido executado em parceria com a APOCRIA e a FUNDAÇÃO ANEBÁ.
Joanilson destacou o trabalho realizado pelo professor Edmilson, que vai muito além do simples ensino, pois tem compromisso com seus alunos e com a extensão. Ele frisou que o IFAM, através de pessoas como o professor Edmilson, quando chegam em uma comunidade com os alunos, eles não dizem que o caboclo está errado, mas fazem a troca de informações, mesclando o conhecimento técnico com aquele empírico praticado pelos interioranos.
Joanilson falou muito das dificuldades do homem do campo para escoar sua produção, devido à falta de estrutura no interior e na cidade, como um porto adequado para embarque e desembarque.
O vereador citou o caso do porto novo, que custou 65 milhões de reais do dinheiro público e está operando com sua capacidade mínima, isso graças a benevolência da Capitania do Portos, pois, se fosse exigir com rigor, o porto estaria fechado.
Joanilson disse que não é nada fácil a vida de quem quer morar no interior e continuar produzindo, pois não tem praticamente nada de apoio.